Poesia

Se vive no quase, sempre

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(Novembro, 2015)

Se vive no quase, sempre,
Quase tudo, quase nada,
Já não vive quase nunca
A vida é quase frustrada.

Se a vida corre num quase,
É quase uma desilusão,
Se quase amou, não amou
Vive quase em solidão.

Este quase que incomoda
Que entristece e que mata,
Encontramos dia a dia
Num meio-termo sem nada.

Vida morna, sem sabor
De quem vive sem paixão,
Sente-se esse fracasso
Num fraco aperto de mão.

Quem quase vive não sabe
Que a vida não viveu,
Quem quase morre, está vivo,
Quem quase vive, morreu.

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